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Mil
e uma razões levam o homem
e a mulher a buscar alguma válvula
de escape para as tensões da
vida cotidiana. O desejo de algumas
horas de solidão, solto no
espaço tridimensional integrado
com natureza, usando suas forças,
para o vôo da liberdade, o desejo
de vencer as suas limitações.
Este esporte exige muita disciplina,
grande dedicação e forte
espírito de equipe (sozinho
é praticamente impossível
praticá-lo), ele acaba atuando
como fator de formação
moral nos indivíduos que o
praticam, desenvolvendo; caso não
tenha, um espírito de cooperação.
Acessível a qualquer faixa
etária, une esperiências
com benefícios mútuos
para "jovens" e "idosos".
Sendo o vôo a vela um dos esportes
mais atraentes e menos limitados praticados
pelo homem.
Pode ser praticado em fins de semana
como lazer, ou como esporte altamente
competitivo, não esquecendo
a recomendação a todos
os pilotos de avião, principalmente
aviação comercial aumentando
suas habilidade e segurança
no vôo planado. No campo competitivo,
buscamos os recordes, provas de velocidade,
vôos de distância, recordes
de permanência.
Recordes de altitude são raros,
pois, apesar de mais atraentes que
recordes de permanência, estão
limitados a algumas regiões
geograficamente privilegiadas (e.g.
Serra Nevada nos EUA), sendo portanto
muito mais acessíveis aos pilotos
dessas regiões.
Mas mesmo para aqueles pilotos não
engajados em campeonatos, o vôo
a vela pode ser um esporte competitivo,
pois você pode competir com
você mesmo, ou seja, procurar
desenvolver cada vez mais sua habilidade,
seu conhecimento técnico e
seu preparo mental e físico
para, utilizando apenas as forças
naturais provenientes da energia solar
e da energia dos ventos (no caso em
colinas), percorrer distâncias
cada vez maiores, explorando suas
dimensões desse mundo mágico
do vôo silencioso. É
indescritível o nível
de satisfação pessoal
que se tem a cada vez que se consegue
conquistar uma nova etapa de desenvolvimento,
e dado o leque de alternativas, o
vôo silencioso tem possibilidades
quase que ilimitadas. Experimente.
Dr.
Paulo Cordeiro
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